Politicando
Relator do PL do imposto de renda, Arthur Lira concentra holofotes em reunião na AMA com bancada alagoana
Deputado teve que explicar como se dará a proposta que tramita no congresso nacional
A reunião na AMA, entre a bancada federal alagoana e os prefeitos ocorrida na última segunda (07), acabou se tornando um ‘curso’ de tira-dúvidas entre os gestores municipais e o deputado alagoano Arthur Lira (PP), presente no local.
Lira, como se sabe, é o relator do projeto de lei (PL) 1087/2025, que pretende atualizar a faixa de isenção do imposto de renda de pessoa física para quem recebe até R$ 5 mil - atualmente, a faixa de isenção é para quem ganha até R$ 2.824 mensais.
A questão para os prefeitos tem menos a ver com quem vai declarar o imposto, mas com a possível redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). É este o maior montante recebido pelas prefeituras alagoanas, recurso que é utilizado para pagamento da folha e investimentos.
Em sua fala durante o encontro, Lira deixou claro que qualquer proposta que seja apreciada pelo congresso só contará com seu apoio se houver alguma compensação aos estados e municípios, por conta de possíveis perdas de arrecadação.
Mesmo fora da presidência da Câmara, o deputado alagoano foi o centro das atenções na reunião com a bancada alagoana, não só por ter a relatoria do PL do IR nas mãos, mas também por ter mobilizado sua ‘tropa’ de prefeitos aliados - que inclui o presidente da entidade, Marcelo Beltrão.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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