Politicando
Primeira missão de João Campos como presidente reeleito do PSB passa por Maceió
Líder nacional dos socialistas terá que desempenhar tarefa partidária na capital alagoana
Já de fato reeleito presidente do PSB nacional, restando apenas a confirmação no congresso nacional do partido, o prefeito do Recife João Campos tem uma missão, considerada essencial, quando assumir de direito a liderança nacional da sigla.
Será dele a tarefa de trazer de volta o amigo e ex-correligionário JHC ao PSB alagoano, deixado pelo prefeito de Maceió em pleno segundo turno das eleições de 2022 - quando filiou-se ao PL de Bolsonaro.
A tarefa parece, mas não é tão fácil, já que ao sair da legenda, JHC fez com que o então presidente do partido, Carlos Siqueira, a entregasse em Alagoas para o governador Paulo Dantas.
Hoje no comando informal da sigla, Dantas parece não ter dado muita importância ao PSB. Continuou no MDB e lançou algumas dúzias de candidatos nas eleições de 2024. Saiu das urnas com dois prefeitos - um deles já filiou-se ao MDB.
Dessa forma, Campos terá que convencer Paulo Dantas a entregar a sigla, já que não interessa um embate partidário com o governador do estado.
Feito isto, o caminho estará aberto para o retorno de JHC ao ninho socialista - e a tarefa de alinhar-se ao governo Lula estará parcialmente cumprida pelo prefeito de Maceió.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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