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PL alagoano é ‘joia cobiçada’ em caso de saída de JHC

Partido aguarda decisão sobre futuro político do prefeito para decidir estratégia eleitoral

22/04/2025 17h05
PL alagoano é ‘joia cobiçada’ em caso de saída de JHC

Ainda não há um movimento coordenado, mas muitos são os olhos e as atenções sobre os movimentos do prefeito JHC, caso ele execute a ação de deixar o PL, legenda da qual é presidente estadual, e migre para outro partido.

A sigla é uma espécie de ‘jóia da coroa’ da política alagoana. Em que pese ter apenas um deputado estadual e nenhum federal no estado, tem a maior bancada de deputados federais em Brasília - logo, os maiores fundos eleitoral e partidário.

Por enquanto, a sucessão no partido é tema vedado internamente. JHC tem se mostrado silencioso como uma esfinge, o que impede qualquer movimentação nesse sentido por parte dos demais filiados.

O fato é que, com o prefeito no comando, sua liderança continuará incontestável. Uma vez que ele realmente decida sair, nomes como o do vereador Leonardo Dias, do deputado estadual Cabo Bebeto e até mesmo do vereador Chico Filho podem ser lembrados.

Também não deve ser descartada a possibilidade de um novo mandatário vir de ‘fora’ - caso do deputado Alfredo Gaspar, que pode ser o senador bolsonarista nas eleições de 2026 pelo partido do ex-presidente.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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