Politicando
PL alagoano é ‘joia cobiçada’ em caso de saída de JHC
Partido aguarda decisão sobre futuro político do prefeito para decidir estratégia eleitoral
Ainda não há um movimento coordenado, mas muitos são os olhos e as atenções sobre os movimentos do prefeito JHC, caso ele execute a ação de deixar o PL, legenda da qual é presidente estadual, e migre para outro partido.
A sigla é uma espécie de ‘jóia da coroa’ da política alagoana. Em que pese ter apenas um deputado estadual e nenhum federal no estado, tem a maior bancada de deputados federais em Brasília - logo, os maiores fundos eleitoral e partidário.
Por enquanto, a sucessão no partido é tema vedado internamente. JHC tem se mostrado silencioso como uma esfinge, o que impede qualquer movimentação nesse sentido por parte dos demais filiados.
O fato é que, com o prefeito no comando, sua liderança continuará incontestável. Uma vez que ele realmente decida sair, nomes como o do vereador Leonardo Dias, do deputado estadual Cabo Bebeto e até mesmo do vereador Chico Filho podem ser lembrados.
Também não deve ser descartada a possibilidade de um novo mandatário vir de ‘fora’ - caso do deputado Alfredo Gaspar, que pode ser o senador bolsonarista nas eleições de 2026 pelo partido do ex-presidente.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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