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Ciro Nogueira desbanca Arthur Lira e indica outro presidente para federação PP-União Brasil

Presidente do União Brasil, Antonio Rueda, deve ser o primeiro dirigente do grupo

24/04/2025 17h05 - Atualizado em 24/04/2025 17h05
Ciro Nogueira desbanca Arthur Lira e indica outro presidente para federação PP-União Brasil

Sem o poder dos tempos de presidente da Câmara, Arthur Lira sofreu mais um revés após reunião entre dirigentes do União Brasil com o seu partido, o PP. Não será ele o presidente da federação que está surgindo entre as duas legendas, como estava anteriormente apalavrado.

A União Progressista (UP), nome dado ao agrupamento entre as duas siglas, será presidida em regime de alternância entre nomes do União Brasil e do PP. O primeiro presidente, de acordo com os bastidores da reunião ocorrida nesta quinta (24), será o presidente nacional do União, Antonio Rueda.

O destino de Lira foi selado pelo presidente nacional do seu partido, o senador piauiense Ciro Nogueira. Opositor interno do alagoano, Nogueira conseguiu desbancar Arthur da posição de destaque na federação, e aproximar o partido da oposição a Lula.

Ainda assim, Lira deve ser o coordenador da bancada do União Progressista na Câmara, cargo que o deputado já exerce informalmente no PP.

A federação entre os dois partidos, que deve ser lançada oficialmente na próxima semana, deve se configurar como a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 108 parlamentares, e a terceira maior do Senado, com 13 senadores.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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