Politicando
Lei eleitoral proíbe candidatura de ex-primeira-dama em 2026, com uma única exceção
Advogado eleitoral explica legislação que não permite candidatura nestes casos
Um importante advogado alagoano, especialista consagrado em direito eleitoral, enviou mensagem ao 7Segundos informando o que diz a lei em relação à candidatura da ex-primeira-dama do estado, Marina Dantas, à Assembleia Legislativa em 2026.
O nome da ex-prefeita de Batalha balançou as redes sociais nesta segunda (06), com a possibilidade de lançar seu nome nas eleições de 2026 - fato que, segundo interlocutores, já era um plano de Marina desde quando ainda era primeira-dama de Alagoas.
Entretanto, segundo este operador do direito, Marina não pode concorrer mesmo separada oficialmente do governador Paulo Dantas. Como a separação ocorreu após a sua reeleição, em 2022, a candidatura de Marina em 2026 seria interpretada pela justiça como um terceiro mandato dentro do mesmo núcleo familiar.
“Em 2004, o TSE fixou que um final de relacionamento durante o mandato, o ex-cônjuge continua inelegível. Em que pese neste caso não ter sido uma simulação, mas a jurisprudência persiste. Para ela ser candidata, Paulo Dantas teria que renunciar seis meses antes, neste caso a legislação prevê que seus parentes possam disputar qualquer cargo, com exceção do dele”, diz o advogado.
Ou seja: a única possibilidade que permite a candidatura de Marina nas próximas eleições é a participação de seu ex-cônjuge, Paulo Dantas, no mesmo processo. Isto porque, se renunciar seis meses antes da votação, Dantas possivelmente irá concorrer a algum cargo.
Ironicamente, mesmo separada, a ex-primeira-dama terá que esperar por um gesto do seu ex-cônjuge, caso queira mesmo ser candidata em 2026.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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