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Lei eleitoral proíbe candidatura de ex-primeira-dama em 2026, com uma única exceção

Advogado eleitoral explica legislação que não permite candidatura nestes casos

07/05/2025 17h05
Lei eleitoral proíbe candidatura de ex-primeira-dama em 2026, com uma única exceção

Um importante advogado alagoano, especialista consagrado em direito eleitoral, enviou mensagem ao 7Segundos informando o que diz a lei em relação à candidatura da ex-primeira-dama do estado, Marina Dantas, à Assembleia Legislativa em 2026.

O nome da ex-prefeita de Batalha balançou as redes sociais nesta segunda (06), com a possibilidade de lançar seu nome nas eleições de 2026 - fato que, segundo interlocutores, já era um plano de Marina desde quando ainda era primeira-dama de Alagoas.

Entretanto, segundo este operador do direito, Marina não pode concorrer mesmo separada oficialmente do governador Paulo Dantas. Como a separação ocorreu após a sua reeleição, em 2022, a candidatura de Marina em 2026 seria interpretada pela justiça como um terceiro mandato dentro do mesmo núcleo familiar.

“Em 2004, o TSE fixou que um final de relacionamento durante o mandato, o ex-cônjuge continua inelegível. Em que pese neste caso não ter sido uma simulação, mas a jurisprudência persiste. Para ela ser candidata, Paulo Dantas teria que renunciar seis meses antes, neste caso a legislação prevê que seus parentes possam disputar qualquer cargo, com exceção do dele”, diz o advogado.

Ou seja: a única possibilidade que permite a candidatura de Marina nas próximas eleições é a participação de seu ex-cônjuge, Paulo Dantas, no mesmo processo. Isto porque, se renunciar seis meses antes da votação, Dantas possivelmente irá concorrer a algum cargo.

Ironicamente, mesmo separada, a ex-primeira-dama terá que esperar por um gesto do seu ex-cônjuge, caso queira mesmo ser candidata em 2026.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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