Politicando
Ronaldo Lessa assume governo de AL até o fim do mês, com missão de deixar tudo como está
Vice-governador ainda pretende receber um gesto de Dantas para assumir em definitivo governo do estado
O vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) assume, mais uma vez, o posto de governador interino de Alagoas, a partir desta segunda-feira (12) até o próximo dia 30 - desta vez, por conta de viagem de núpcias do titular, Paulo Dantas (MDB).
O governador casou-se na sexta-feira (03) com a médica Júlia Brito - mas ainda dedicou a semana seguinte a compromissos já apalavrados com aliados, antes de aproveitar o período nupcial com a amada.
Aliado fiel, Lessa assume a cadeira com um compromisso implícito que não é falado, mas que todos que assumem o posto interinamente sabem: vai apenas ‘cumprir tabela’, sem mexer em nada ou mudar radicalmente o que ficou ordenado pelo titular.
Além disso, o bom relacionamento entre governador e vice também pode ensejar para Lessa o fim que ele considera ideal para sua vencedora carreira política: a renúncia de Paulo Dantas para disputar as eleições de 2026, e ele Lessa assumir definitivamente o governo do estado, mesmo que por nove meses apenas.
Até abril do ano que vem, então, cabe a Ronaldo apenas menear a cabeça e seguir o que ‘seu Rei mandou dizer’ - ou encerrar a carreira como vice, a não ser que ele mesmo renuncie e tente algo nas próximas eleições, o que é improvável.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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