Politicando
Antônio Albuquerque sobe o tom contra federação com MDB; “amarras partidárias”
Deputado se colocou frontalmente contra a formação de um bloco único entre as duas legendas
Decano da Assembleia Legislativa, deputado Antonio Albuquerque (Rep) subiu o tom nesta terça-feira (13) contra a federação que está sendo gestada, via Brasília, entre o seu partido e o MDB, do senador Renan Calheiros.
Em nota, Albuquerque deixou claro que está disposto a guerrear internamente contra a união dos partidos, embora indique que acredita em um diálogo franco e democrático com o partido em nível nacional.
“Prefiro que o presidente nacional analise os prós e contras e que os membros firmem algo que beneficie a maioria. Não antecipo nem arredo o pé. Tenho convicção que os compromissos assumidos com o povo não podem ser barrados por amarras partidárias”, disse.
AA afirmou ainda que as federações não podem servir unicamente para tratar dos interesses partidários nacionais. “Os partidos precisam se fortalecer, sim, mas também precisam ser instrumentos de apoio ao povo e não apenas à manutenção de interesses no congresso”, reforçou.
À frente de seu oitavo mandato na Casa de Tavares Bastos, Albuquerque sabe que a formação de um bloco entre sua legenda e o MDB tende a cair nos braços de Renan Calheiros, que dessa forma poderá direcionar para os dois partidos o processo eleitoral de 2026.
Entretanto, AA também sabe que daqui de Alagoas, estado que contribui pouco com o Republicanos nacionalmente, seu grito é limitado. São os leões de Brasília que rugem mais alto.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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