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Antônio Albuquerque deve perder apoio de Marcos Silva em Messias para o MDB

Prefeito já iniciou uma ‘limpa’ de servidores da administração associados a AA

14/05/2025 17h05
Antônio Albuquerque deve perder apoio de Marcos Silva em Messias para o MDB

O caminho para a ruptura entre o prefeito de Messias, Marcos Silva (MDB) e o deputado estadual Antonio Albuquerque (Rep) está cada vez mais próximo, segundo interlocutores locais.

A fissão já acontece na gestão municipal, com o prefeito exonerando vários aliados da administração, inclusive pessoas ligadas ao vice-prefeito, Marcos Valério. A crise com o vice, indicado por AA, é tão aguda que ele foi retirado do próprio gabinete, a mando de Marcos.

Nos bastidores, a informação é que o afastamento teve início quando Albuquerque, que rompeu com os Calheiros, tentou fazer com que Marcos apoiasse JHC na disputa para o governo do estado, além de fazer a linha de oposição ao atual governo.

Em caminho contrário, Marcos Silva tem se alinhado cada vez mais com o governador Paulo Dantas (MDB) e com o ministro Renan Filho (MDB), o que tornou a aliança com AA insustentável.

Marcos Silva, inclusive, já estaria acertando novos aliados nas eleições de 2026. Ao invés de Antonio Albuquerque para a Assembleia, o prefeito estaria acertando seu apoio a Remi Calheiros (MDB), primo de Renan - enquanto para a Câmara Federal, seu apoio iria para Luciano Amaral (PSD).

A ruptura representa um duro revés para AA, que rompeu com os Calheiros e articula mais uma reeleição para a Assembleia - que seria o seu nono mandato - além de trabalhar para o retorno de Nivaldo Albuquerque para a Câmara Federal.

Albuquerque é um dos poucos deputados estaduais alagoanos que tem uma bancada de prefeitos - no entanto, a ruptura com caciques políticos tradicionais do estado pode inviabilizar a manutenção desse grupo, fazendo com que os demais prefeitos alinhados a ele procurem por outros grupos políticos.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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