Politicando
Mesmo fora do jogo, Collor terá participação importante nas eleições de 2026
Ex-senador deve utilizar influência que lhe resta para apoiar nomes ao senado
Mesmo que sem a influência decisiva de outras eleições, o ex-senador Fernando Collor terá uma missão importante nas eleições de 2026 - ainda que tenha que executá-la de forma discreta, por encontrar-se em prisão domiciliar.
Numa eleição que se desenha como uma das mais imprevisíveis da era democrática pós-constituinte, ter o apoio de Collor será um ativo importante na busca pelos votos.
Nesse sentido, Renan Calheiros larga na frente da concorrência. Não pela simpatia ou pela amizade, coisa que na política não tem muita importância. Mas pelo que Calheiros pode representar na defesa dos interesses do ex-senador.
Com trânsito livre nos corredores de Brasília e influência sobre vários ministros de cortes superiores, Renan pode ser importante na batalha judicial travada por Collor pelo controle de sua empresa de comunicação, ameaçado por vários processos.
Pelo mesmo motivo, o outro voto do ex-senador deve ser em Arthur Lira.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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