Politicando
‘Plano B’ de JHC envolve a permanência na prefeitura de Maceió mesmo filiado ao PSB
Gestor avalia, em reservado, desgaste que seria causado em caso de alinhamento a outro grupo político
Diante das tantas possibilidades que podem ser realizadas pelo prefeito JHC (PL) em 2026, mais uma começou a circular nos bastidores nos últimos dias: a chance do prefeito (mesmo com acordo selado junto a Lula e a procuradora Marluce Caldas indicada ao STJ) não dispute as eleições de 2026, e fique no mandato até 2028.
Em privado, interlocutores afirmam que o prefeito anda preocupado com a repercussão negativa de uma mudança política radical, como deixar o partido do ex-presidente Bolsonaro e migrar rapidamente para uma aliança com Lula e principalmente, com a família Calheiros em Alagoas.
Nas redes sociais, campo em que JHC caminha com habilidade, tem sido bastante negativa a repercussão deste movimento, o que faz com que o prefeito tenha se mantido silencioso sobre o seu futuro político.
Diante do risco de perder relevância política e principalmente, um eleitorado de centro-direita valioso, JHC tem avaliado se disputaria uma cadeira ao senado na mesma chapa de Renan Calheiros (MDB), ou apenas se retira do processo em 2026 e aguarda no mandato as próximas eleições.
A permanência do prefeito no cargo, entretanto, tem pelo menos uma consequência imediata: a quebra de acordo com o vice Rodrigo Cunha (Podemos), que cedeu seu mandato de senador para a mãe do prefeito, com o compromisso de que assumiria o mandato quando João Henrique renunciasse, no ano que vem.
Enquanto muito se fala e todas as especulações acontecem, impera o silêncio entre Lula e JHC. Nem o prefeito demonstra nenhum sinal de que vai para o PSB, nem o presidente assina a indicação de Marluce Caldas, aguardando um aceno do gestor.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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