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Exoneração de Victor Braga da SEMED pode ser o começo do fim da aliança entre JHC e Arthur Lira

Ex-titular da pasta era único indicado do deputado no primeiro escalão da gestão municipal

03/06/2025 17h05 - Atualizado em 03/06/2025 18h06
Exoneração de Victor Braga da SEMED pode ser o começo do fim da aliança entre JHC e Arthur Lira

A demissão do advogado Victor Braga da Secretaria de Educação de Maceió (SEMED), oficializada em edição extra do Diário Oficial da capital nesta terça-feira (03), pode ser o último ato da relação política entre Arthur Lira (PP) e o prefeito JHC (PL).

Em substituição a Braga, já foi publicado no Diário Oficial o nome de Luiz Rogério Neves Lima como novo titular. O secretário é uma indicação pessoal do prefeito, e já havia exercido a função durante o primeiro mandato de JHC.

Padrinho político da indicação de Victor Braga, Arthur Lira está definitivamente fora da gestão da educação da capital. Outros quatro assessores técnicos, que auxiliavam na gestão de Braga, já haviam sido exonerados há cerca de uma semana.

Apesar de estar sem participação na prefeitura, ainda não há um rompimento oficial de Lira com o prefeito da capital - pelo contrário, o deputado tem colocado panos quentes na crise, e dado seguidas declarações públicas de que gostaria de estar no mesmo palanque de JHC em 2026.

No entanto, a aliança firme que existia entre ambos parece mesmo estar próxima do fim. E o motivo, segundo informações de Brasília, foi mesmo o fato de que Lira atuou para segurar a indicação da tia do prefeito, a procuradora Marluce Caldas, para a vaga de ministra do STJ.

Além disso, com a tendência de que a indicação de Marluce não mais será efetivada, o prefeito deve mesmo ficar no PL e construir um grupo político para disputar o governo do estado em 2026 - porém, com dois nomes ao senado sem a presença de Lira na chapa.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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