Politicando
Renan Calheiros rejeita acordo em processo contra Arthur Lira no STF
Senador alagoano afirmou que Lira “lavava dinheiro nas prefeituras”
Em manifestação oficial encaminhada por seus advogados ao STF, o senador Renan Calheiros (MDB) rejeitou qualquer possibilidade de acordo em ação que corre contra ele, ajuizada pelo deputado federal Arthur Lira (PP).
A querela judicial começou em julho de 2023, na justiça federal do DF, mas subiu para o STF por se tratarem de dois detentores de mandato parlamentar. O relator do caso é o ministro André Mendonça.
“O querelante e o querelado são adversários políticos declarados, acarretando-se infrutífera conciliação caso a audiência seja designada”, diz a manifestação, assinada pelos advogados de Calheiros, Luís Henrique Machado e Bárbara Figueiredo”
Lira processou Renan por calúnia, injúria e difamação, após o senador ter dito nas suas redes sociais e na imprensa que o deputado alagoano “usou prefeituras para lavar dinheiro”.
Em manifestação, a PGR se manifestou contra abertura de ação, já que tanto Renan quanto Arthur estão protegidos pela imunidade parlamentar, prerrogativa que garante a liberdade por opiniões, palavras e votos proferidos por parlamentares no exercício do mandato.
Diante da negativa do senador alagoano, o processo aguarda uma decisão de André Mendonça, que pode arquivá-lo com base na tese da PGR ou dar prosseguimento ao ato.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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