Politicando
Paulo Dantas volta a defender rival de Marluce Caldas no STJ; “escolha técnica”
Governador afirmou que como cidadão, tem liberdade para opinar pelo melhor nome para a corte
Em Feira Grande, onde entregou uma escola em tempo integral, o governador Paulo Dantas (MDB) voltou a falar sobre a escolha do presidente Lula (PT) para a vaga de ministro do STJ, e defendeu mais uma vez o nome do procurador acreano Sammy Barbosa.
Dantas disse, no entanto, que a defesa do nome de Sammy não tem relação com os acordos políticos entre Lula e o prefeito JHC, sobrinho de Marluce Caldas, uma das candidatas ao cargo - mas é uma questão de “qualidade técnica e experiência”.
“Entendo que o procurador Sammy reúne uma qualidade técnica e uma experiência muito grande. Foi a opinião que dei para o presidente Lula. Todos têm o direito de escolher e eu também sou cidadão. Isso não é uma questão política, é o meu modo de entender”, disse.
O governador reforçou o apoio ao adversário da alagoana Marluce Caldas apenas um dia após a conversa com o presidente ter sido revelada na mídia nacional. Dantas afirmou, em ligação com Lula, que nomear Marluce seria um “presente para o bolsonarismo”, devido ao seu pensamento conservador.
Embora tenha citado questões técnicas, Paulo tem um motivo bastante político para preferir o adversário de Marluce. Internamente, o governador tem dito a assessores que caso aceite o acordo com JHC e nomeie a procuradora alagoana, Lula será ‘traído’ pelo prefeito, que não cumprirá sua parte.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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