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Declarações de Renan Calheiros sobre JHC desgastam relação com Paulo Dantas e Marcelo Victor

Presidente da ALE e governador estão incomodados com insistência do senador em ter prefeito na mesma chapa

16/06/2025 17h05 - Atualizado em 16/06/2025 17h05
Declarações de Renan Calheiros sobre JHC desgastam relação com Paulo Dantas e Marcelo Victor

De tanto declarar-se politicamente para o prefeito JHC (PL), o senador Renan Calheiros (MDB) já começa a enfrentar um desgaste com uma parte importante dos seus aliados - os liderados pelo presidente da ALE, Marcelo Victor (MDB) e o governador Paulo Dantas (MDB).

Nos bastidores, a informação é que a relação azeda um pouco mais a cada palavra pública de Calheiros em busca de uma aliança com o prefeito. Segundo os mais próximos, não está descartado um futuro rompimento entre os dois grupos internos, caso Renan continue.

A interlocutores, MV já deixou claro que não aceita JHC numa mesma chapa para 2026, muito menos que ele participe de alguma forma na indicação do vice de um futuro candidato. Dantas também, em vários momentos, já demonstrou publicamente que ele e o prefeito não caminharão no mesmo grupo.

Dessa forma, caso Renan ignore as opiniões divergentes, pode ter que conviver com o governador e o presidente da ALE apoiando outro nome para o governo e para a outra vaga ao senado - ou pior, ver a dupla montando uma chapa independente.

É sabido que, apesar de rompidos desde 2022, MV e Dantas nunca fizeram uma crítica pública a Arthur Lira. Victor chegou a pedir, já neste ano, que prefeitos aliados dessem o segundo voto a Lira, sendo o primeiro de Renan. Ou seja, uma nova aliança com o deputado seria um passo possível.

Por enquanto, Calheiros segue sua estratégia, cada vez mais clara, de esvaziar a eleição para o senado compondo com um dos nomes mais aprovados do estado. Como no ditado popular, falta apenas ‘combinar com os russos’ - no caso, Dantas e Victor.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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