Politicando
Base de Lula em AL ajuda a derrubar decreto de aumento do IOF
Apenas um dos doze parlamentares alagoanos votou pela continuidade do aumento do imposto
De toda a bancada federal alagoana, incluindo deputados e senadores, apenas Paulão (PT) votou a favor do decreto de Lula sobre o aumento do IOF para ajudar no equilíbrio das contas públicas. Ambas as casas derrubaram o ato do executivo em sessões distintas nesta quarta (25).
Na Câmara, sete dos nove deputados votaram pela derrubada do decreto. Além dos conhecidos oposicionistas Alfredo Gaspar (União) e Fábio Costa (PP) e Marx Beltrão (PP), outros quatro deputados considerados governistas também atuaram para derrubar a medida.
Daniel Barbosa (PP), Rafael Brito (MDB), Isnaldo Bulhões (MDB) e até mesmo o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP) votaram pela derrubada. Luciano Amaral (PSD) não registrou presença. O placar final na Casa ficou em 383 votos contra 98.
Já no senado, a votação ocorreu de forma simbólica, e também teve maioria pela derrubada do decreto. O presidente do senado, Davi Alcolumbre (União), registrou que apenas a bancada do PT e o senador Weverton (PDT) votaram a favor - o que inclui a concordância dos três senadores alagoanos que estavam na sessão.
A proposta aprovada susta todos os decretos do governo que aumentaram as alíquotas do IOF. O último decreto com a "recalibragem" ajustou a expectativa de arrecadação da elevação do IOF para R$ 10 bilhões em 2025. Antes, a versão original, publicada em maio e reeditada em junho, previa uma receita de aproximadamente R$ 20 bilhões.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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