Politicando
Projeto ‘Paulo Dantas prefeito 2028’ será a segunda incursão de Marcelo Victor na capital
Antes, MV foi o fiador da candidatura de Davi Davino Filho ao executivo em 2020
Caso leve até o fim o projeto de ser candidato a prefeito de Maceió em 2028, o atual governador Paulo Dantas será a segunda tentativa do deputado federal Marcelo Victor de conquistar a maior prefeitura de Alagoas.
A primeira e única incursão do grupo de MV na capital alagoana foi em 2020, quando não fez feio: disputando contra o candidato do governo (Alfredo Gaspar) e o favorito JHC, o nome de Marcelo, o então deputado estadual Davi Davino Filho deixou de ir ao segundo turno por uma margem ínfima de votos.
De lá pra cá, o presidente da ALE tem evitado entrar em Maceió - até pelo largo favoritismo de JHC, que obteve nada menos que 83% dos votos na sua reeleição em 2024. MV não participou da aventura eleitoral de Rafael Brito, que foi sustentada majoritariamente pelos Calheiros.
Desta vez, Victor está em processo de convencimento por aliados próximos de que Dantas é um nome viável à prefeitura da capital em 2028, quando enfrentaria, em tese, um conhecido adversário: o atual vice-prefeito Rodrigo Cunha (Podemos).
E Dantas? Internamente, o governador trata a possibilidade com discrição. O fato é que o governador espera a ‘tempestade perfeita’ nas eleições de 2026, para que possa estar disponível para ser ministro de um Lula reeleito. 2028 ainda não é tratado pelo governador.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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