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Lula teve encontro com Marluce Caldas durante cúpula dos Brics

Reunião selou apoio de Lula à tia do prefeito JHC como ministra do STJ

10/07/2025 17h05 - Atualizado em 10/07/2025 18h06
Lula teve encontro com Marluce Caldas durante cúpula dos Brics

Em passagem pelo Rio de Janeiro na última semana, onde participou da cúpula dos Brics, o presidente Lula (PT) reservou um tempo na sua agenda para um encontro com a procuradora Marluce Caldas, candidata a uma vaga de ministra do STJ.

A reunião, discreta e fora da agenda oficial, ocorreu na última quinta-feira (03), e é dita por analistas como o indicativo fundamental de que Lula fechou questão pelo nome da procuradora alagoana como a futura ministra da corte, vaga que está em aberto desde a aposentadoria da ministra Laurita Vaz, em 2023.

Durante esta quarta (09), Lula teve uma reunião com seu corpo jurídico, onde há a expectativa de que os últimos detalhes sejam fechados e Marluce tenha seu nome publicado no Diário Oficial ainda esta semana.

Após a indicação oficial da procuradora, restarão duas etapas até que a vaga seja efetivamente preenchida: a sabatina realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e a aprovação pelo plenário da Casa, o que não tem previsão para acontecer.

Segundo os bastidores, a indicação da procuradora faz parte de um acordo fechado entre Lula e o prefeito de Maceió, JHC (PL), onde ele passaria a compor a base de apoio do atual presidente, inclusive formando um palanque em comum com seus aliados em Alagoas.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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