Politicando
‘Centrão alagoano’ tende a estar no palanque de Lula em 2026
Embora seja a maioria da bancada, deputados e senadores eleitos por partidos de centro devem ficar com a reeleição de Lula
Embora seja motivo de uma ferrenha disputa nos bastidores do poder em Brasília, o ‘centrão’ em Alagoas deve embarcar majoritariamente na reeleição do presidente Lula (PT), pelo menos quando se trata da fotografia do momento.
Se na capital federal PSD, MDB, PP, Republicanos, União Brasil e outros partidos do que chamamos de centrão vivem um cenário de disputa interna por Lula e Bolsonaro, os deputados e senadores alagoanos dessas legendas têm posições públicas bem definidas - a maior parte deles pelo atual presidente.
Dos oito deputados federais eleitos por partidos do centrão, apenas três devem apoiar Bolsonaro ou outro nome bolsonarista nas próximas eleições: os deputados Alfredo Gaspar (União), Fábio Costa (PP) e Marx Beltrão (PP).
Outros seis parlamentares deverão estar no palanque Lulista - ou pelo menos se manterão neutros, devido a acordos políticos locais. Daniel Barbosa (PP), Rafael Brito (MDB), Isnaldo Bulhões (MDB), Luciano Amaral (PSD) e Paulão (PT) devem apoiar Lula.
Até mesmo o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), em que pese ter sido um dos sustentáculos de Bolsonaro em seu governo e ter o respeito do ex-presidente, deve ser apoiado por Lula ao senado em 2026 - e obviamente liberar suas bases para votar no petista.
Já no senado, a totalidade da bancada alagoana deve estar com Lula. Até mesmo a senadora Eudócia Caldas, que é do PL, por força do acordo com JHC para indicar Marluce Caldas ao STJ deve migrar para uma legenda aliada do governo, e pedir votos para a reeleição do presidente.
Fernando Farias (MDB) e Renan Calheiros (MDB) devem seguir o mesmo caminho, mesmo que com níveis de entusiasmo diferentes. Farias, que é empresário e tem ligações com o bolsonarismo, deve ser protocolar, enquanto Calheiros é apoiador de Lula desde as ‘vacas magras’, quando ainda se encontrava preso em Curitiba.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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