Politicando
Pauta Bomba: apenas um deputado alagoano votou contra recursos da Petrobras para o Agro
Proposta aprovada na Casa aumenta ainda mais o déficit das contas públicas
Deputados alagoanos votaram em peso no projeto de lei, aprovado na última quarta-feira (16), que disponibiliza 30 bilhões do orçamento federal para socorro a agricultores atingidos por tragédias climáticas. A proposta, da bancada do agro na Câmara, foi aprovada contra a vontade do governo Lula.
Dos nove parlamentares alagoanos, oito votaram na proposta, sendo que apenas o deputado Paulão (PT) seguiu o governo, e votou contrário. Os outros sete deputados acompanharam o lobby do agro, e ajudaram a aprovar a proposta.
Daniel Barbosa (PP), Rafael Brito (MDB), Isnaldo Bulhões (MDB), Luciano Amaral (PSD), Marx Beltrão (PP), Alfredo Gaspar (União) e Fábio Costa (PP) votaram favoravelmente ao projeto. Arthur Lira (PP) não registrou presença.
A aprovação da proposta abre um buraco ainda maior no orçamento da União, e nos bastidores é considerada uma resposta do congresso às derrotas que aconteceram na semana - no caso do IOF, em decisão do STF, e também no veto de Lula ao aumento de deputados.
O resultado em Alagoas surpreende pelo fato de que seis dos nove deputados da bancada alagoana são considerados da base de Lula - o que não foi suficiente para que eles votassem com o governo.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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