Politicando
Arthur Lira visita Palmeira dos Índios e conversa sobre formação de frente de oposição
Deputado federal conversa com diversos setores políticos da cidade
De olho em 2026, Arthur Lira anda rondando Palmeira dos Índios, um dos maiores colégios eleitorais de Alagoas - e sua passagem pela cidade, no último final de semana, foi rodeada por importantes personagens locais.
O deputado encontrou-se com o presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Madson Monteiro (PV), além de outras lideranças políticas de oposição à gestão de Júlia Duarte (MDB), como o ex-prefeito de Estrela de Alagoas, Arlindo Garrote.
Candidato ao senado, Lira sabe que a formação de um bloco coeso na cidade pode impulsionar seu nome. Monteiro hoje é líder do G10, grupo independente de vereadores da cidade, que ora pende para o governo, ora para a oposição.
Se bem articulado, junto a ele, podem estar outros nomes importantes como os Garrote, além de Mosabelle Ribeiro e James, velhos correligionários. Articular com sucesso grupos com interesses diversos é uma das especialidades do ex-presidente da Câmara Federal.
Júlio Cézar e Júlia Duarte apostaram alto em 2024: para se manter no poder, romperam acordos e desfizeram parcerias, contando com a alta aprovação do ex-gestor. Deu certo, mas há um preço que será cobrado nas próximas eleições, em 2026, e principalmente em 2028.
Lira, um veterano da política, se aproveita deste vácuo e vai construindo seu nome. Para depois, quem sabe, retribuir aos demais aliados.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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