Politicando
Escolha de Arthur Lira pelo filho reduz chances de Jó Pereira voltar ao cenário eleitoral em 2026
Ex-deputada poderia disputar mandato federal ou substituir o irmão, Fernando
Revelada como uma das personagens mais promissoras da política alagoana nos últimos tempos, dona de um discurso forte e de uma atuação potente na Assembleia Legislativa durante seus dois mandatos, Jó Pereira convive com a dúvida em relação à sua participação eleitoral em 2026.
Isto porque, a não ser que resolva empreender vôo solo, o que é pouco provável, há poucos caminhos disponíveis para que ela se lance novamente na disputa pelo voto do eleitor.
Em 2022, Jó fez um movimento político arriscado: trocou uma renovação de mandato certa na ALE, onde era uma das mais respeitadas da Casa, pela função de vice de Rodrigo Cunha ao governo do estado. O final da história, todos sabem.
Sem mandato, em 2023 a ex-deputada iniciou uma passagem pela secretaria de educação do município, o que não lhe rendeu bons frutos políticos, já que não manteve seu nome e credibilidade acesos como na época de deputada.
Havia a eleição municipal em São Miguel dos Campos em 2024, onde sempre foi muito querida - mas as movimentações políticas de seu grupo acabaram por lhe deixar de fora de mais um processo eleitoral.
Em 2026 restariam, em tese, duas opções: o retorno à ALE, substituindo o irmão mais novo Fernando Pereira, ou buscar a vaga remanescente na Câmara Federal de Arthur Lira, seu primo, que vai para a disputa do senado.
No entanto, o bom mandato de Fernando e o lançamento de Álvaro Lira, o primogênito de Arthur na disputa de federal, acabaram por reduzir as chances de vermos a ex-deputada disputar novamente as urnas.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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