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Escolha de Arthur Lira pelo filho reduz chances de Jó Pereira voltar ao cenário eleitoral em 2026

Ex-deputada poderia disputar mandato federal ou substituir o irmão, Fernando

24/07/2025 17h05 - Atualizado em 24/07/2025 17h05
Escolha de Arthur Lira pelo filho reduz chances de Jó Pereira voltar ao cenário eleitoral em 2026

Revelada como uma das personagens mais promissoras da política alagoana nos últimos tempos, dona de um discurso forte e de uma atuação potente na Assembleia Legislativa durante seus dois mandatos, Jó Pereira convive com a dúvida em relação à sua participação eleitoral em 2026.

Isto porque, a não ser que resolva empreender vôo solo, o que é pouco provável, há poucos caminhos disponíveis para que ela se lance novamente na disputa pelo voto do eleitor.

Em 2022, Jó fez um movimento político arriscado: trocou uma renovação de mandato certa na ALE, onde era uma das mais respeitadas da Casa, pela função de vice de Rodrigo Cunha ao governo do estado. O final da história, todos sabem.

Sem mandato, em 2023 a ex-deputada iniciou uma passagem pela secretaria de educação do município, o que não lhe rendeu bons frutos políticos, já que não manteve seu nome e credibilidade acesos como na época de deputada.

Havia a eleição municipal em São Miguel dos Campos em 2024, onde sempre foi muito querida - mas as movimentações políticas de seu grupo acabaram por lhe deixar de fora de mais um processo eleitoral.

Em 2026 restariam, em tese, duas opções: o retorno à ALE, substituindo o irmão mais novo Fernando Pereira, ou buscar a vaga remanescente na Câmara Federal de Arthur Lira, seu primo, que vai para a disputa do senado.

No entanto, o bom mandato de Fernando e o lançamento de Álvaro Lira, o primogênito de Arthur na disputa de federal, acabaram por reduzir as chances de vermos a ex-deputada disputar novamente as urnas.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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