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Dois dos três senadores alagoanos são contra impeachment de Moraes

A terceira representante alagoana consta em site de contagem como “indefinida”

05/08/2025 17h05 - Atualizado em 05/08/2025 19h07
Dois dos três senadores alagoanos são contra impeachment de Moraes

Dos três senadores alagoanos, dois já se manifestaram abertamente contra o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Renan Calheiros (MDB) e Fernando Farias (MDB) não concordam com o impedimento do magistrado.

A terceira representante do estado, Eudócia Caldas (PL) ainda não se manifestou sobre o assunto publicamente. Na plataforma na internet votossenadores.com.br, que indica o posicionamento de cada parlamentar, Eudócia aparece como “indefinida”.

O levantamento do site é feito com apoio da bancada de oposição na Casa, e atualizado periodicamente. Até a tarde desta terça-feira (05), o painel indicava 38 senadores a favor da abertura do processo de impeachment do ministro, 24 com posição indefinida e 19 contrários ao pedido.

Nesta terça, data de abertura do segundo semestre na Câmara e no Senado, deputados e senadores estão trancando a pauta das duas casas e ocupando as mesas diretoras, no intuito de pressionar os presidentes Hugo Motta (Rep-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) a pautar a proposta.

Embora seja do PL, partido da base bolsonarista, Eudócia se viu recentemente envolvida no acordo político fechado entre o filho, o prefeito JHC (PL) e o presidente Lula (PT). Em breve, a senadora pode deixar a legenda e alinhar-se a um partido da base lulista.

Para conseguir pautar o impeachment do ministro no senado, Casa responsável por avaliar casos desse tipo, são necessários os votos de 41 senadores. No entanto, existem posições divergentes em relação ao voto de cada senador monitorado pelo painel.

Renan Calheiros, por exemplo, aparece como ‘indefinido’ - porém, o senador disse ao 7Segundos que é contrário à proposta.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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