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Ida ao União Brasil pode deixar JHC sob ‘comando’ de Arthur Lira

Ex-presidente da Câmara tem fortes ligações com o presidente nacional da sigla, Antonio Rueda

13/08/2025 17h05
Ida ao União Brasil pode deixar JHC sob ‘comando’ de Arthur Lira

Cada vez mais longe do PSB, o prefeito JHC continua abrindo diálogo com outras legendas, visando o êxito do seu projeto político para 2026 - dentre elas, corre a notícia de que a ele foi oferecido o comando do União Brasil.

A legenda, encorpada em nível nacional, atenderia à estratégia do prefeito, de eleger um ou dois de seus familiares à ALE e à Câmara Federal - que podem ser o ex-deputado João Caldas ou a primeira-dama da capital, Marina Cândia.

No entanto, uma vez dentro do União Brasil, JHC teria que conviver com a ‘sombra’ do deputado federal Arthur Lira - que desde a fundação da sigla é o controlador informal do partido em Alagoas.

A relação de Lira com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, é quase inquebrável. Em 2022, por exemplo, Lira venceu a queda de braço pelo comando do partido com Marcelo Victor, que chegou a ir a Brasília algumas vezes, sem sucesso.

Isto porque, quebrar um acordo com Arthur não seria bom negócio para o União Brasil - visto que os dirigentes partidários fazem uma espécie de ‘permuta’ do comando da sigla em alguns estados. Lira comanda o União Brasil em Alagoas, e em troca Rueda comanda o PP na Bahia.

Experiente na articulação pré-eleitoral, JHC sabe que tirar o poder de Lira no partido é missão quase perdida, o que deve pesar na sua decisão.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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