Politicando
Se deixar governo Lula, PP de Arthur Lira terá que entregar cargos em AL
Partido discute desembarque imediato do governo
Em meio a um processo de intensa divisão interna, dirigentes do PP articulam nacionalmente para deixar o governo Lula e entregar os cargos que exercem na gestão petista - a sigla é titular do ministério do esporte, com o deputado licenciado André Fufuca.
A ruptura com o governo petista atinge em cheio o deputado Arthur Lira, que é donatário de uma vasta gama de cargos federais, distribuídos em Brasília e em Alagoas. O alagoano pode ser o principal prejudicado se a federação do PP com o União Brasil determinar a saída oficial da gestão.
Além de diretorias da Caixa entregues a Lira, e distribuídas por ele a vários parlamentares do centrão e até de partidos de oposição, como o PL - o deputado também indicou vários aliados em cargos importantes em Alagoas, como o Porto de Maceió, Codevasf, SPU e Dnocs.
Numa complexa articulação para se candidatar ao senado em 2026, ‘desempregar’ correligionários a esta altura das negociações pode significar um revés importante e até inviabilizar aliança com alguns grupos políticos.
Contextualizando: o União Brasil, sigla que é federada ao PP, deve se reunir nesta quarta (3) para anunciar oficialmente a saída do governo Lula, e a entrega de todos os cargos que possui na gestão. Como estão oficialmente unidos, o PP recebe pressão interna para fazer o mesmo.
Ambas as siglas integram um projeto nutrido pelo centrão, de ter um candidato próprio à presidência da República em 2026, afastando-se tanto de Lula quanto da oposição bolsonarista.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Produtores com selo de inspeção do Conagreste ganham destaque no Arapiraca Agro Show em parceria com o Sebrae
Homem que matou e empalou idoso em Maravilha é condenado a mais de 34 anos de prisão
Mulher perde casas, acumula R$ 50 mil em dívidas e separa do marido por vício em apostas online
Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e ameaça 'derrotas amargas' aos EUA
Adolescente de 14 anos é apreendido suspeito de participação em homicídio na Ponta da Terra
