Politicando
Bolsonaro pede e Moraes autoriza visita de Arthur Lira ao ex-presidente
Alagoano é aguardado pelo ex-presidente nesta segunda (1º)
Em despacho realizado na tarde desta segunda-feira (1º), o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou um pedido dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para receber, em sua prisão domiciliar, o deputado federal Arthur Lira (PP).
Conforme o ministro, a visita ocorre até as 18 horas desta segunda. Não é permitida a gravação de vídeos ou fotos. Além disso, ao entrar e sair do condomínio onde mora o ex-presidente, Lira deverá ter o carro e o porta-malas revistado.
A visita do deputado alagoano acontece em meio a uma pressão interna no PP pela entrega de cargos e o desembarque imediato do governo Lula de todos os integrantes da legenda. Federado ao PP, o União Brasil deve tomar esta decisão na quarta, e pressiona progressistas a fazerem o mesmo.
Apesar de indicar vários cargos de segundo, terceiro e quarto escalões no governo petista, Lira jamais afastou-se de Bolsonaro. O deputado chegou inclusive a se posicionar contra a prisão do ex-presidente nas redes sociais, afirmando que se tratava de um ‘exagero’.
Do outro lado, apesar de ver Lira compondo com Lula, Bolsonaro jamais teceu nenhuma crítica ao deputado alagoano, que o ajudou na época em que era presidente da Câmara. Aliados dizem, inclusive, que o ex-presidente ajudará Arthur caso ele seja candidato ao senado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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