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Aliado de Lula, Isnaldo Bulhões vai tirando de Arthur Lira o posto de ‘deputado da saúde’

Emedebista reuniu-se com ministro da saúde, Alexandre Padilha

08/09/2025 18h06
Aliado de Lula, Isnaldo Bulhões vai tirando de Arthur Lira o posto de ‘deputado da saúde’

Mais alinhado a Lula e ao seu ministro da saúde, o deputado alagoano Isnaldo Bulhões (MDB) vai lentamente superando Arthur Lira como o parlamentar das ‘emendas da saúde’ em Alagoas - posto que pertencia a Lira, no período do governo Bolsonaro.

Então presidente da Câmara e um dos homens mais poderosos do governo, Lira era um dos únicos deputados alagoanos que garantia as chamadas ‘emendas de custeio’, fazendo com que os municípios pudessem reservar recursos que seriam destinados à saúde para outras áreas - liberando o caixa municipal.

Dois indícios mostram que atualmente é Isnaldo que tomou para si esta prerrogativa. O primeiro foram as emendas pix liberadas no início do mês por Lula: enquanto Bulhões foi o segundo parlamentar alagoano que mais recebeu recursos, com 5,2 milhões, Arthur não foi contemplado com nenhuma liberação.

O segundo é o excelente trânsito que Isnaldo tem com o atual ministro da saúde, Alexandre Padilha. Enquanto o emedebista conversou com Padilha na última semana, com direito a foto compartilhada nas redes sociais, Lira cortou diálogo de forma ruidosa com o ministro.

Então presidente da Câmara, Arthur chegou a chamar Padilha de “desafeto pessoal” e “incompetente”, quando ele era ministro da articulação política de Lula, riscando ele do mapa de diálogos e tratando diretamente com o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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