Politicando
Fux mantém número de 9 federais e 27 estaduais para eleições de 2026 em AL
Decisão do ministro ainda precisa ser referendada pelo pleno do STF
Uma decisão expedida pelo ministro do STF Luiz Fux, na noite desta segunda-feira (29), suspendeu os efeitos de uma ação da própria corte, mantendo para 2026 o mesmo número de deputados das eleições de 2022.
A decisão do ministro, que ainda será referendada no plenário virtual do STF, veio em resposta a uma solicitação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já que a proposta de atualização votada na Câmara foi vetada pelo presidente Lula.
Com a manutenção das mesmas vagas, Alagoas mantém em 9 o número de deputados federais, e em 27 o número de deputados estaduais. Pela atualização populacional do Censo, o estado poderia perder uma vaga de federal e três de estadual.
Segundo Fux, a decisão traz segurança jurídica para o processo eleitoral, já que a lei fala no princípio da anualidade - qualquer decisão sobre a escolha dos eleitores precisa ser referendada a no mínimo um ano das eleições.
Embora ainda precise ser referendada pelo plenário do STF, o que precisa ser feito até sábado (4), a expectativa é que a maioria dos ministros siga a decisão de Fux, até mesmo por conta dos prazos apertados para que haja decisão divergente.
Em Alagoas, a decisão traz tranquilidade principalmente para quem vinha montando chapas proporcionais, já que não havia certeza sobre quantas vagas estariam em disputa em 2026.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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