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PP pressiona Arthur Lira para entrega de cargos no governo Lula

Partido deixou o governo Lula, e agora luta para fazer com que seus membros saiam da gestão petista

06/10/2025 17h05 - Atualizado em 06/10/2025 18h06
PP pressiona Arthur Lira para entrega de cargos no governo Lula

Vem aumentando a pressão do PP, especialmente do presidente da legenda, Ciro Nogueira, para que Arthur Lira entregue os cargos que possui no governo federal - assim como para André Fufuca, ministro do esporte de Lula, que também é filiado à legenda.

Por enquanto, reconhecendo o peso de Arthur na legenda, Ciro não faz nenhuma cobrança pública ao deputado alagoano, mas internamente já existe a certeza de que uma vez fora do governo Lula, Lira precisará se desfazer dos cargos que indica.

O alagoano tem sob sua orientação política os principais órgãos do governo Lula em Alagoas, como os Correios, o Porto de Maceió, a Codevasf, o Dnocs e a SPU, que gerencia o patrimônio da União no estado.

No entanto, o que realmente está em jogo é a gestão do principal banco público do país, a Caixa Econômica Federal. Carlos Antônio Vieira Fernandes, atual gestor, é indicado por Lira, assim como vários vice-presidentes de áreas temáticas.

A Caixa é vista como estratégica na política de atendimento de Arthur Lira às suas bases eleitorais, visto que ela tanto é a fonte pagadora do Programa Minha Casa, Minha Vida, como também é quem viabiliza muitos projetos a partir de emendas parlamentares.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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