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Prefeito de Olivença ‘trai’ Calheiros, fecha aliança com Arthur Lira e pode ser expulso do MDB

Gestor da cidade sertaneja viajou mais de 100km para comunicar pessoalmente decisão ao deputado

07/10/2025 17h05
Prefeito de Olivença ‘trai’ Calheiros, fecha aliança com Arthur Lira e pode ser expulso do MDB

Contrariando o alinhamento político com o senador Renan Calheiros e o ministro Renan Filho, o prefeito de Olivença Jó Dionísio (MDB) anunciou neste final de semana que agora está com o deputado federal Arthur Lira (PP), inclusive nas eleições de 2026.

A adesão de Jó ao grupo do deputado federal pegou de surpresa Renan Calheiros e Renan Filho. O ministro, quando foi governador do estado até 2022, foi grande parceiro do município e do prefeito, então em seu primeiro mandato.

Dionísio foi até São Sebastião, onde Arthur realizou um evento na área de pecuária, para anunciar oficialmente a adesão ao seu grupo político. Segundo interlocutores, o prefeito não comunicou sua decisão ao MDB, seu partido, nem a Renan Calheiros.

A decisão do prefeito em aderir à campanha de Lira para o Senado em 2026 pode lhe custar a sua legenda atual, o MDB. Nos bastidores, comenta-se que Renan Calheiros pode advertir Jó por uma conduta que contraria a orientação partidária, ou até mesmo expulsá-lo da sigla.

Calheiros vem cumprindo com firmeza o dever de presidente da legenda em Alagoas, e chegou a advertir os deputados Isnaldo Bulhões e Rafael Brito, por seus votos a favor da PEC da blindagem, no mês passado.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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