Politicando
Ex-ministro alagoano é um dos pivôs de racha interno no MDB que atrapalha adesão a Lula
Aldo Rebelo e o diretório paulista do MDB prometem dificultar aliança formal pela reeleição
Nos bastidores, o ex-ministro alagoano Aldo Rebelo é tido como um dos principais fatores complicadores para uma adesão completa do MDB à chapa de reeleição de Lula em 2026.
Enquanto o ex-ministro é empecilho, boa parte dos diretórios estaduais do partido são simpáticos à ideia de uma aliança nacional - dentre eles, o de Alagoas, presidido por Renan Calheiros e o do Pará, chefiado pelo governador Helder Barbalho.
Rebelo tem feito intensa campanha contra Lula nas redes sociais e nos eventos públicos dos quais participa. Após mais de 40 anos no PCdoB, o ex-ministro agora é um dos dirigentes do MDB em São Paulo.
Além do cargo de dirigente, Aldo viajou o país e construiu eventos do partido em vários estados, o que se tornou um documento que será divulgado em breve, onde afirma que a maioria da sigla atualmente prefere a independência do que a adesão à chapa de Lula.
O MDB paulista, onde milita Rebelo, é o principal opositor de Lula dentro da legenda. O partido tem o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e também participa da gestão de Tarcísio de Freitas no governo estadual.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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