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PL pode montar super chapão com nomes de peso para federal

Sigla pode eleger até seis representantes em Brasília e ser a maior bancada do estado

21/10/2025 17h05
PL pode montar super chapão com nomes de peso para federal

Se as articulações políticas do prefeito JHC (PL) se derem exatamente como o planejado, é possível que o gestor construa um super chapão dentro do PL, que pode arrastar deputados de mandato de outros partidos e tornar-se a maior bancada de Alagoas.

Em tempo: JHC pode lançar até duas chapas para federal em 2026 - uma no PL e mais outra, no PSB, com intuito de eleger a esposa Marina Cândia para a Câmara. Dessa forma, atende o seu eleitorado mais bolsonarista com o PL, e também aos acordos de Brasília dando uma deputada para o PSB.

Porém, a chapa do PL, se acontecer, promete abalar as estruturas e eleger até seis deputados federais, dependendo da sua composição. Isto porque a ideia, trabalhada conjuntamente com Arthur Lira, é acomodar boa parte dos parlamentares do PP e União Brasil na legenda, em acordo para que eles apoiem Lira na eleição para o Senado.

Dessa forma, Alfredo Gaspar, Fábio Costa e Marx Beltrão - além de Alvinho Lira, filho de Arthur que deve herdar a candidatura do pai - sairiam candidatos pela legenda bolsonarista.

Isto sem contar com a possibilidade de receber também os pré-candidatos do Republicanos, que tem dois nomes bastante competitivos: o ex-deputado Nivaldo Albuquerque e o líder da Assembleia de Deus Gunnar Nunes.

A possibilidade de um chapão do PL na disputa para federal representa um risco principalmente para o MDB local, já que o partido pretende eleger mais que os dois representantes que tem atualmente - no entanto, em alguns cálculos, pode inclusive perder uma vaga e eleger apenas um deputado.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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