Politicando
PL pode montar super chapão com nomes de peso para federal
Sigla pode eleger até seis representantes em Brasília e ser a maior bancada do estado
Se as articulações políticas do prefeito JHC (PL) se derem exatamente como o planejado, é possível que o gestor construa um super chapão dentro do PL, que pode arrastar deputados de mandato de outros partidos e tornar-se a maior bancada de Alagoas.
Em tempo: JHC pode lançar até duas chapas para federal em 2026 - uma no PL e mais outra, no PSB, com intuito de eleger a esposa Marina Cândia para a Câmara. Dessa forma, atende o seu eleitorado mais bolsonarista com o PL, e também aos acordos de Brasília dando uma deputada para o PSB.
Porém, a chapa do PL, se acontecer, promete abalar as estruturas e eleger até seis deputados federais, dependendo da sua composição. Isto porque a ideia, trabalhada conjuntamente com Arthur Lira, é acomodar boa parte dos parlamentares do PP e União Brasil na legenda, em acordo para que eles apoiem Lira na eleição para o Senado.
Dessa forma, Alfredo Gaspar, Fábio Costa e Marx Beltrão - além de Alvinho Lira, filho de Arthur que deve herdar a candidatura do pai - sairiam candidatos pela legenda bolsonarista.
Isto sem contar com a possibilidade de receber também os pré-candidatos do Republicanos, que tem dois nomes bastante competitivos: o ex-deputado Nivaldo Albuquerque e o líder da Assembleia de Deus Gunnar Nunes.
A possibilidade de um chapão do PL na disputa para federal representa um risco principalmente para o MDB local, já que o partido pretende eleger mais que os dois representantes que tem atualmente - no entanto, em alguns cálculos, pode inclusive perder uma vaga e eleger apenas um deputado.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
