Politicando
Calheiros diz que entrega relatório sobre isenção do IR na semana que vem
Senador alagoano é o relator da proposta na Casa
Renan Calheiros se pronunciou nesta quinta (23) em Brasília, sobre o projeto de isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais, do qual é relator. O senador afirmou que entrega o texto final até a próxima semana, para apreciação do plenário da Casa.
“Pretendo apresentá-lo na próxima semana. E vamos avaliar se seria importante votarmos durante a semana ou deixaremos a votação especificamente para a próxima semana. Não será uma decisão minha, será coletiva da Casa”, declarou durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Durante a sessão da comissão do qual é presidente, o senador cobrou informações do Ministério da Fazenda sobre o rombo fiscal que, segundo ele, veio junto com o projeto aprovado na Câmara. Técnicos relataram a Renan que há um déficit de 82 bilhões de reais no texto, em três anos.
Entretanto, a subsecretária de política fiscal do ministério, Débora Freire, negou que a proposta contenha saldo negativo para os cofres públicos. “As estimativas iniciais tinham uma gordura, um superávit. A partir das mudanças feitas, reduz-se esse um pouco esse superávit, e a medida continua fiscalmente neutra”, disse.
Renan disse ainda que fará o que for possível para que a proposta passe sem alguns itens que, segundo ele, levaram o texto da Câmara a vir com o rombo, como a inclusão de isenções a grandes produtores rurais.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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