Politicando
Nem PL, nem Republicanos; Gunnar Nunes assina ficha do PP de Arthur Lira
Cortejado por muitas siglas, líder evangélico juntou-se ao PP na manhã desta segunda
Após ser cortejado pelo Republicanos e de namorar o PL, o líder evangélico da Igreja Assembleia de Deus em Alagoas, Gunnar Nunes, acabou assinando mesmo a ficha do PP, em evento bastante concorrido na manhã desta segunda (27).
Além dele e do líder da legenda em Alagoas, o deputado Arthur Lira, vários outros nomes da bancada progressista estiveram presentes em um hotel da capital alagoana, numa prova de prestígio do líder evangélico.
Gunnar é pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026, e pretende centralizar o voto evangélico em geral, principalmente dos fiéis da AD Alagoas, maior denominação evangélica do estado.
A escolha de Gunnar pelo PP, além de significar uma vitória interna de Lira na ‘disputa’ pelo líder evangélico, demonstra também que o prefeito JHC (PL), que planeja entregar ao PL um chapão com nomes que estão na sigla de Arthur Lira, não terá facilidade na execução do plano.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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