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Meses antes de trocar PL pelo PP, igreja de Gunnar recebeu doação milionária de terreno da prefeitura

Em setembro, prefeito e lideranças da AD comemoraram pleito de mais de 30 anos

28/10/2025 17h05 - Atualizado em 28/10/2025 17h05
Meses antes de trocar PL pelo PP, igreja de Gunnar recebeu doação milionária de terreno da prefeitura

Exatos 54 dias antes de exonerar todos os indicados de Gunnar Nunes e Mesaque Padilha que estavam na prefeitura, ainda na fase de ‘lua de mel’ com a Assembleia de Deus, JHC realizou um pleito histórico do grupo, que segundo fiéis se arrastava por mais de 30 anos e várias gestões.

Foi o atual prefeito que destravou e entregou a assinatura do termo de doação de um terreno, na região do Eustáquio Gomes, para que a AD Alagoas construísse um grande templo.

Um ato chegou a ser realizado, com entrega solene da escritura e presença de vários líderes da Assembleia. Foi uma espécie de ‘mimo’ de JHC aos líderes da denominação, que já pensava em lançar Gunnar à Câmara Federal - enquanto JHC já pensava na construção de suas chapas para o cargo.

O que era um namoro frutífero e cheio de perspectivas, se transformou numa relação tensa na segunda (27), quando Gunnar assinou a ficha de filiação do PP de Arthur Lira, meses depois de se comprometer com o PL de JHC.

A relação, definitivamente, azedou. Entretanto, a doação, já assinada, está feita e não volta atrás.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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