Politicando
Incursão de JHC em bases de Renan Calheiros pode ser estratégia de aproximação
Aliados avaliam que Calheiros autorizou diálogo de líderes com JHC
Recentemente, dois movimentos de aproximação política despertaram atenção e agitaram as especulações em torno de 2026. Calheiristas de carteirinha, Cícero Cavalcante e Lula Cabeleira ensaiaram um diálogo direto ou indireto com JHC.
Primeiro, foi a primeira-dama Marina Cândia que esteve, por duas vezes, em São Luiz do Quitunde, reduto político de Cícero Cavalcante - levando para lá o projeto Olhar da Gente. Já neste final de semana, marcou a foto entre JHC e Lula Cabeleira, liderança histórica do sertão alagoano, de forte ligação com Calheiros.
Como em política nada é por acaso, aliados palacianos avaliam que a aproximação de Lula e Cícero com JHC tem o aval de Renan Calheiros. Permitindo a incursão do prefeito em sua base, Calheiros ‘atrai’ o gestor para o seu grupo político, no afã de afastá-lo do rival Arthur Lira.
A Renan, interessa o que seria uma ‘chapa dos sonhos’, com ele próprio e JHC para o Senado, e Renan Filho para o governo - ou ao menos que o prefeito seja candidato ao Senado por uma chapa avulsa, isolando Lira e lhe impondo uma derrota.
É fato que JHC tem feito barulho em torno de sua candidatura ao governo contra Renan Filho, mas como muita água ainda vai correr por este rio, ninguém arrisca onde esses mesmos personagens estarão em abril de 2026. Até mesmo num palanque em conjunto.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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