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JHC articula bancada na Câmara para rejeitar contas de Rui Palmeira

Prefeito orienta vereadores a responder politicamente contra o ex-prefeito

05/11/2025 17h05 - Atualizado em 05/11/2025 17h05
JHC articula bancada na Câmara para rejeitar contas de Rui Palmeira

Em meio às articulações com vistas às eleições de 2026, JHC também opera a máquina política do seu grupo em torno de objetivos que enfraqueçam seus principais adversários - como o vereador Rui Palmeira (PSD), hoje o principal opositor do prefeito na Câmara.

Isolado, Palmeira busca defender-se do próximo movimento do prefeito, que articula sua bancada para rejeitar as contas de Rui, na época em que ele foi prefeito de Maceió, entre 2013 e 2020.

Sim, apesar do longo período em que o hoje vereador já deixou de ser prefeito, suas contas de vários anos deste período ainda encontram-se pendentes de análise e aprovação - infelizmente, um fato não tão incomum nos parlamentos, não só em Maceió.

Nos bastidores, é forte a pressão dos articuladores de JHC - especialmente do secretário de governo, Júnior Leão, e do líder Kelmann Vieira - para que a Casa avance na análise e rejeição nas contas de Rui. Chico Filho, presidente da Câmara, é quem indica a hora em que desengaveta os papéis.

Uma possível rejeição pode trazer algumas consequências para o vereador ex-prefeito, como problemas na justiça eleitoral já que pretende ser candidato a deputado federal nas eleições de 2026. O prazo, no entanto, é curto, já que um processo neste sentido só teria efeito após julgado.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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