Politicando
Pastor da Assembleia de Deus contesta ‘traição’ de Gunnar Nunes a JHC
Gunnar teria voltado atrás em acordos firmados com JHC para se filiar ao PP de Lira
O pastor Olímpio Filho, liderança ligada à Assembleia de Deus em Alagoas, saiu em defesa de Gunnar Nunes, pré-candidato a deputado federal acusado de trair JHC (PL) para se filiar ao PP comandado por Arthur Lira.
Gunnar é filho do pastor-presidente da AD Alagoas, reverendo José Orisvaldo Nunes, e desponta atualmente como umas das principais lideranças na denominação.
Olímpio Filho, que atua como pastor auxiliar e assessor do pastor-presidente, publicou um documento em sua rede social que rechaça a informação de que Gunnar estaria filiado ao PL antes de migrar para o PP.
O pastor contesta a traição mostrando que seu aliado, antes do PP, era filiado ao União Brasil e, anteriormente, ao Podemos. “Contra fatos não há argumentos”, disse.

Durante a crise entre JHC e Gunnar, a doação de um terreno público à Assembleia de Deus também foi usada como um dos “benefícios” concedidos pelo prefeito. Também nas redes sociais, o pastor lembra que o terreno havia sido doado há mais de 30 anos, tendo agora sua oficialização após uma série de exigências que foram cumpridas.
JHC, vale lembrar, contava com a participação de Gunnar Nunes na chapa do PL, mas teve seus planos alterados. Com isso, mais de 50 servidores ligados à igreja foram exonerados da Prefeitura de Maceió.
Apesar de não ter assinado a ficha do PL, informações de bastidores apontam que o religioso vinha, de fato, articulando com JHC.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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