Politicando
Alfredo Gaspar recebe terceira autorização do STF para encontrar Bolsonaro
Deputado alagoano, no entanto, afirmou que não poderá comparecer ao encontro
O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União), foi convidado pela terceira vez para um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que encontra-se em prisão domiciliar em Brasília. O pedido foi protocolado pelos advogados de Bolsonaro, e autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
No entanto, apesar de autorizado pelo ministro, Gaspar mais uma vez afirmou que não irá ao encontro do ex-presidente enquanto estiver exercendo os trabalhos de relator da CPMI. Em nota enviada ao Portal Metrópoles, Alfredo afirmou que tem “consideração, solidariedade e respeito” por Bolsonaro.
O deputado alagoano disse ainda que ele mesmo irá solicitar uma visita ao ex-presidente, tão logo sejam encerrados os trabalhos da comissão mista da qual é o relator.
Nesta terça (11), Moraes autorizou em bloco várias visitas a Bolsonaro. Além de Alfredo Gaspar, deverão ir ao seu encontro o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador Magno Malta (PL-ES), a influenciadora Bárbara Zambaldi Destefani, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) e o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida.
É a terceira solicitação dos advogados do ex-presidente para uma conversa com Alfredo Gaspar. A primeira ocorreu em 26 de agosto, logo nos primeiros dias da CPMI; a segunda tentativa foi em 29 de outubro, também negada pelo deputado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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