Politicando
Sem Bolsonaro nem adversários locais, Lula deve vencer eleições com facilidade em AL
Oponentes em 2022, JHC e Arthur Lira devem estar com o presidente em 2026
Confirmado para a reeleição em 2026, Lula deve enfrentar em Alagoas um cenário bem mais favorável do que o de sua terceira vitória presidencial, em 2022, quando enfrentou o ex-presidente Jair Bolsonaro e um forte grupo político bolsonarista local.
Naquela eleição, apesar de Lula ter saído vitorioso em todo o estado, na capital foi Bolsonaro que ficou com a maior votação, sendo a única capital do nordeste em que o então presidente venceu nas urnas.
Em 2022, além de uma grande quantidade de prefeitos que pediram votos para Bolsonaro, o ex-presidente também tinha forte apoio de deputados federais, estaduais e de dois candidatos ao governo do estado: Collor e um tímido apoio de Rodrigo Cunha.
No segundo turno, foi a vez do prefeito JHC pular de canoa, deixar o PSB e migrar para o PL, também pedindo voto para Bolsonaro em Maceió - o que levou o ex-presidente mais uma vez à vitória na capital, com 57,18% contra 42,82% de Lula.
Em 2026, o cenário é totalmente diferente. O principal fator é que, muito provavelmente, Bolsonaro estará fora das eleições - a não ser que consiga uma improvável reversão de sua condenação em ação no STF por atos antidemocráticos.
Além disso, seu principal cabo eleitoral em 2022, JHC, tem um acordo com Lula para não atrapalhar a reeleição do presidente, mesmo que não peça votos para ele. O mesmo acordo vale para Arthur Lira, que há três anos subiu no palanque de Bolsonaro e depositou nele o voto de suas bases eleitorais.
Com apoio de Paulo Dantas, Renans, Arthur Lira, JHC, Luciano Barbosa (em Arapiraca) e mais os prefeitos aliados desses grupos, é difícil que qualquer nome que não seja Bolsonaro consiga reverter o favoritismo de Lula em Alagoas - o que deve ocorrer inclusive na capital, Maceió.
É esperar para ver.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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