Politicando
Investimento bilionário de Dantas na Grande Maceió reforça disputa pela Prefeitura em 2028
Aliados do governador afirmam que Dantas pode mesmo investir no executivo da capital
O pacote de obras na Grande Maceió no valor de R$5 bilhões, anunciado pelo governador Paulo Dantas (MDB) no início dessa semana, pode sinalizar o interesse do gestor pelo executivo da capital nas eleições de 2028.
Aliados do governador já revelaram à imprensa que há, de fato, a possibilidade de Dantas entrar na briga pela Prefeitura de Maceió, o que pode repetir o cenário de 2022: Paulo Dantas versus Rodrigo Cunha.
O próprio governador tem reforçado, sempre que pode e é perguntado, que vai ficar à frente da gestão até o final do mandato. Com isso, Dantas deve voltar aos holofotes apenas no pleito de 2028.
Deixando o cargo no início de 2027 e reverberando os avanços conquistados através do investimento bilionário na Região Metropolitana de Maceió, Dantas pode se manter em alta até o período eleitoral.
O cenário pode ficar ainda mais favorável para o atual governador se o sucessor no Palácio República dos Palmares for Renan Filho, que tocará o plano desenhado.
Apesar da forte rejeição do calheirismo em Maceió, Paulo Dantas vem apresentando bons índices de aprovação que podem ser revertidos em intenções de voto.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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