Politicando
Câmara aprova PL antifacção por 370 x 110; apenas um deputado alagoano votou contra
Paulão seguiu a bancada do PT e votou contra o PL; 8 demais deputados aprovaram proposta
Após um longo período de negociação entre o governo e o relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), a Câmara dos Deputados aprovou já na noite de terça (18) o PL antifacção - que ganhou um outro nome da Casa, Marco Legal da Segurança Pública.
A proposta foi aprovada por 370 deputados, contra 110 que deram voto contrário. Com a bancada alagoana 100% presente no plenário, apenas um parlamentar do estado votou contra a matéria - Paulão (PT).
Até mesmo deputados alinhados ao governo Lula, como Isnaldo Bulhões (MDB), Rafael Brito (MDB), Luciano Amaral (PSD) e Daniel Barbosa (PP) votaram favoráveis ao texto de Derrite, considerado ruim pela bancada petista, que votou em peso em contrário.
Arthur Lira (PP), que tem sempre posição indefinida em relação aos interesses do governo, dessa vez também votou favoravelmente ao documento final. O alagoano foi visto, inclusive, com o relator da proposta em um jantar em Brasília, e é considerado um dos articuladores do texto aprovado.
Adotado em peso pela oposição a Lula, o PL obteve voto favorável da bancada oposicionista do estado - Alfredo Gaspar (União), Marx Beltrão (PP) e Fábio Costa (PP) votaram favoravelmente.
Como é um projeto de lei simples, não há necessidade de votação em segundo turno, com a proposta agora sendo encaminhada para o Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmou que vai nomear um relator assim que o texto chegar, o que deve ocorrer nos próximos dias.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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