Politicando
Arthur Lira ‘lança’ Lula candidato à reeleição em 2026
Deputado se posicionou pela primeira vez de forma simpática em relação à reeleição do presidente
Durante a cerimônia de assinatura da sanção presidencial à lei que isenta quem ganha até 5 mil reais do Imposto de Renda, assinada na manhã desta quarta (26), o deputado Arthur Lira ‘lançou’ informalmente o presidente Lula a mais um mandato como chefe do executivo.
A declaração de Lira, que veio durante a defesa de um estudo para isentar do IR servidores federais que recebem participação nos lucros das estatais (PLR), é simbólica por ser a primeira manifestação pública de apoio a mais um mandato de Lula feita pelo deputado, tradicionalmente discreto quanto ao apoio ao petista.
“O tamanho do problema e do impacto [da isenção de IR sobre o PLR] a gente teria que trabalhar presidente Lula, num outro momento, com mais calma, talvez até num próximo mandato que vossa excelência possa concluir”, disse Arthur, sendo aplaudido de forma efusiva pela plateia presente.
Lira nunca se posicionou sobre apoiar abertamente Lula para a reeleição em 2026. Em parte, por conta do seu eleitorado em Alagoas, formado em sua maioria por cidadãos antipetistas ou abertamente bolsonaristas.
Em 2022, no entanto, o deputado pediu votos abertamente para Bolsonaro, participou de eventos de apoio e apareceu em comícios com a camisa do ex-presidente. Entretanto, como presidente da Câmara, também foi o primeiro líder nacional a reconhecer a vitória de Lula após a apuração dos resultados.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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