Politicando
Lula junta Arthur Lira e Renan Calheiros no mesmo palanque em sanção do Imposto de Renda
Deputado e Senador foram os relatores da lei que isentou quem ganha até 5 mil do tributo
Mesmo em meio a uma intensa troca de farpas entre os dois personagens, o presidente Lula conseguiu realizar um encontro improvável nesta quarta (26), durante ato de sanção da isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais. Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB) juntos na mesma fotografia.
Claro, o ato rendeu louros políticos para ambos, o que justificava ali suas presenças. Ambos foram os relatores da proposta nas suas casas legislativas. Porém, pródigos em trocar farpas nas redes sociais, foi a primeira vez em anos que ambos participaram de um ato público conjuntamente.
O momento rendeu, inclusive, um tímido e super rápido aperto de mãos, quando Calheiros deixou a tribuna sendo cumprimentado por Lira, o primeiro ao seu lado. Mesmo que quisesse, Renan não teria como escapar da gentileza, transmitida ao vivo pelo canal do governo.
Durante os discursos, Lira foi mais institucional. Ressaltou o trabalho que fez na aprovação da medida na Câmara, uma rara unanimidade onde governo e oposição votaram não no projeto, mas no pedido de Arthur. Chegou a citar nominalmente e agradecer Calheiros pela aprovação no Senado, sem alterações.
Já com Renan, a coisa parece ser mais visceral. O senador destilou algumas indiretas a Lira, como no momento em que disse que “grupos políticos” defendem as bets no congresso - Renan é autor de um PL que dobra os impostos para casas de apostas.
Dada a dificuldade de juntá-los novamente, é possível que só se reencontrem no plenário do Senado em 2027, caso Lira consiga êxito na tarefa de ser senador, e Calheiros consiga a reeleição. Até lá, é cada um no seu canto, e barulho só pelas redes sociais.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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