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A articulação de Chico Filho para ser reeleito presidente da Câmara de Maceió

Atual presidente tem em mãos uma pauta importante para JHC

03/12/2025 17h05 - Atualizado em 03/12/2025 17h05
A articulação de Chico Filho para ser reeleito presidente da Câmara de Maceió

Com o acirramento das tensões na Câmara de Maceió, a partir da ofensiva do vereador Rui Palmeira contra a gestão JHC, coube ao presidente da Casa, o vereador Chico Filho (PL), uma importante tarefa política: a de comandar a apreciação das contas de Rui, quando prefeito de Maceió.

Experiente no manejo político, Chico pressentiu na missão uma janela de oportunidade importante - a de se fortalecer como principal (ou único) nome para a presidência da Câmara, cargo que lhe cabe até fevereiro de 2027.

Para isso, o vereador vem trabalhando com calma e paciência a tarefa, que ainda não foi pautada pela mesa diretora - mas pode ser, dependendo dos movimentos de JHC em apoio a mais um mandato de Chico na presidência da mesa diretora.

O prefeito, como sempre, age com discrição e silêncio. Não colocou ainda em seu radar a sucessão na Câmara - mesmo porque em 2027, pode não estar mais no executivo municipal. De sua parte, há o interesse em rejeitar o mais rápido possível as contas do trabalhoso Rui.

Mas em política, JHC sabe, isso tem um preço.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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