Politicando
Renan diz que Motta pretendia dar ‘golpe’ mantendo Zambelli como deputada
Senador concorda com decisão do STF que anulou sessão da Câmara, que havia salvado mandato da ex-deputada
Hugo Motta (Rep-PB), o confuso presidente da Câmara dos Deputados, conseguiu um feito inédito em sua apagada passagem pelo importante cargo: uniu na mesma crítica os arqui-rivais políticos Renan Calheiros e Arthur Lira.
Lira deixou claro, nesta q uinta (11), que o mandato de Motta é uma “esculhambação”, numa clara referência ao fato do presidente ter permitido a salvação de Glauber Braga, deputado que chamou o ex-presidente de ‘bandido’ no plenário da Casa.
Mesmo discordando na forma, Calheiros foi na mesma linha de Lira nas redes sociais nesta sexta (12), afirmando que Hugo Motta está em processo acelerado de “severinização” - referência direta ao ex-presidente da Casa Severino Cavalcante, que foi cassado do cargo em 2005 por operar um ‘mensalinho’ com os restaurantes da Câmara.
“Condenada, foragida, presa e cassada, Zambelli tentou me vetar na relatoria da CPI da Covid. Parabéns ao ministro Alexandre de Moraes por enquadrar o golpe do presidente da Câmara, em processo acelerado de “severinização”. A cria delira com blindagens do criador”, escreveu Renan.
“A cria delira” é uma referência ao ‘criador’ de Hugo Motta, uma alfinetada indireta no deputado Arthur Lira.
A salvação da deputada Carla Zambelli pelo plenário da Câmara, votada na última quarta-feira (10), foi derrubada por Alexandre de Moraes um dia depois, e referendada pela 1ª Turma do STF. Zambelli havia sido condenada por invadir os sistemas do CNJ, e sua condenação havia transitado em julgado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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