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Prisão de Bolsonaro e impeachment de Moraes; dois momentos em que Leonardo Dias alfinetou JHC

Vereador já demonstrou insatisfação com postura de JHC no passado

26/01/2026 18h06
Prisão de Bolsonaro e impeachment de Moraes; dois momentos em que Leonardo Dias alfinetou JHC

O episódio da semana passada, em que criticou JHC pelo uso do termo ‘pacto’ ao citar seu alinhamento com Lula, não foi o único momento, nos últimos seis meses, em que o vereador Leonardo Dias (PL) alfinetou o prefeito.

Embora com postura bastante moderada em relação ao presidente do seu partido, Dias se posicionou claramente de forma a divergir de JHC em pelo menos duas oportunidades.

Em 27 de novembro do ano passado, em uma entrevista ao Na Mira da Notícia, programa do grupo 7Segundos, o vereador afirmou que aguardava do prefeito, como presidente estadual do PL “ao menos um posicionamento humanitário” de JHC, o que não aconteceu.

Um pouco antes, em agosto, Dias também manifestou desconforto em suas redes sociais, desta vez com a postura da mãe do prefeito, a senadora Eudócia Caldas. Numa ofensiva da oposição para abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes no Senado, a parlamentar não assinou a petição.

O futuro de JHC após a passagem de Lula por Alagoas, na semana passada, é indefinido. Interlocutores afirmam que mesmo com o afago ao presidente, o prefeito ainda pensa em continuar no PL e lançar chapa de deputados federais, o que ajudaria a sigla em nível nacional.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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