Politicando
Analistas apontam: Lessa pode surpreender se disputar o Senado
Conjunto de fatores pode converter-se em favoritismo para o vice-governador
Ainda preso ao cargo de vice-governador do estado, Ronaldo Lessa há muito tempo não esconde que sua intenção é mesmo a de ir para as urnas e disputar uma das vagas ao Senado que estão em jogo este ano.
E a turma que entende de política garante: mesmo que não saia vitorioso dessa apertada disputa, Lessa pode surpreender e até mesmo ser um dos protagonistas dessa eleição em específico - por características que só ele, como candidato, poderia representar.
A primeira e mais importante delas, como se sabe, é a origem e o discurso de esquerda. O que pode parecer negativo para uma eleição majoritária, em um processo de nicho e com muitos candidatos, um percentual menor de fiéis eleitores de esquerda já pode ser suficiente para uma grande performance.
Trocando em miúdos: Se Lessa for o único candidato ‘de esquerda’ das eleições ao Senado, pode acumular um grande eleitorado - não a maioria, mas o suficiente para fazer um estrago.
O segundo aspecto tem relação com a força do senador Renan Calheiros - e o quanto ele pode orientar suas bases a votar em Lessa como o voto 2 de seu eleitorado. Uma opção que pode parecer importante, principalmente para derrotar o principal inimigo de Calheiros ao mesmo cargo, Arthur Lira.
O terceiro aspecto, ligado ao segundo, diz respeito à aprovação que Lessa tem na região metropolitana, justamente um eleitorado arredio a Renan Calheiros. O ex-governador seria, então, um facilitador para que Calheiros consiga melhorar sua performance na capital alagoana.
Como o momento é de estudar as possibilidades, Lessa estuda com carinho o cenário. Os adversários e possíveis aliados também o observam.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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