Blog do Roberto Ventura

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A arbitragem alagoana não passa por um bom momento

08/02/2026 22h10 - Atualizado em 08/02/2026 22h10
A arbitragem alagoana não passa por um bom momento

Fiz sérios elogios aos árbitros alagoanos em suas atuações no Campeonato Alagoano de Profissionais do ano passado, bem como, em outras competições em que eles participaram.

Em minhas avaliações, destaquei alguns deles, a exemplo da árbitra assistente Jéssica Alves Bomfim, que foi muito bem em 2025 e esse ano continua com o mesmo trabalho, com a mesma performance, atuando de forma primorosa. Trata-se de uma excelente profissional a qual deveria ser melhor aproveitada pela Comissão Estadual de Árbitros de Futebol (CEAF), pelo excelente trabalho realizado. Outras que estiveram muito bem foram: Maria de Fátima Mendonça, Fernanda Félix e Maxuel Rocha.

Também continuam com a mesma performance de 2025, os árbitros Dênis Serafim, Márcio Oliveira, Wiomar Santana.

Abro um parêntese para destacar o excelente trabalho realizado pela CEAF, tendo à frente o competente George Alves Feitoza, bem auxiliado pela ex-árbitra Ana Paula. Juntos, eles têm feito um trabalho bastante exitoso na preparação dos árbitros alagoanos. George faz um trabalho sério, dinâmico, decente, honesto e, diga-se de passagem, recheado de sucesso em prol da arbitragem alagoana; isso é fato.

Tenho acompanhado vários jogos do campeonato alagoano, comentando para blogs e emissoras de rádio, e o que tem despertado a minha atenção - assim como de toda a crônica esportiva alagoana -, tem sido os sucessivos erros cometidos por alguns árbitros - inclusive experientes - erros que têm interferido diretamente no resultado de alguns jogos.

Citarei apenas os exemplos mais graves:

No jogo entre Murici e CSA, no José Gomes da Costa, o árbitro Ricardo Laranjeira, marcou uma penalidade máxima inexistente em favor do CSA; Penedense e Coruripe, no Gerson Amaral, em uma falta visivelmente fora da área, o árbitro João Paulo marcou a penalidade e, como detalhe, o árbitro assistente Tiago Almeida, deveria ter chamado o árbitro para informar que o lance foi nitidamente fora da área e não o fez; até porque, a jogada ocorreu no campo de visão do assistente, prejudicando, assim, a equipe do Penedense que vencia o jogo por 1 a 0. A CEAF acertadamente afastou o árbitro João Paulo de suas atividades até o final do campeonato alagoano, porém, o assistente também deveria ter sido punido por omissão.

Agressão física entre dois jogadores de Murici e CSA, o árbitro Laranjeira advertiu com o cartão amarelo, quando deveria ter sido aplicado o cartão vermelho.

CSE e CSA, no Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, o atacante do CSA, Ciel, invadiu a área, o goleiro Jeferson, foi claramente na bola, o atacante azulino caiu dentro da área e o árbitro Jônata de Souza Gouveia marcou de forma equivocada a penalidade, prejudicando a equipe do CSE.

Na tarde do último sábado (7) no Estádio José Gomes da Costa, no jogo entre Murici e CSE, aconteceu uma forte e áspera discussão entre o jogador Marcelo, do Murici e o árbitro José Ricardo Laranjeira; bate-boca esse que durou cerca de 20 segundos; e o mais grave: no lance, o árbitro ficou de costas para a bola, onde havia um contra-ataque do CSE; isso é inadmissível, principalmente para um árbitro de qualidade e bastante experiente como é Ricardo Laranjeira.

Os erros são repetitivos, alguns árbitros mal física e disciplinarmente e isso tem ocasionado em arbitragens de baixo nível.

Os analistas de arbitragens têm um papel fundamental, preponderante, no sentido de alertar ao bem-intencionado George Feitoza e Ana Paula, os fatos que veem ocorrendo nesse Campeonato Alagoano de Profissionais, para que a comissão possa orientar, reciclar, para melhorar o desempenho dos árbitros e, assim, elevar o nome da arbitragem alagoana em um patamar de destaque no cenário da arbitragem brasileira.

Detalhe: em quase todos os jogos estão acontecendo erros graves cometidos por alguns árbitros.

Entretanto, os árbitros assistentes estão de parabéns, por suas atuações no campeonato alagoano, os quais cometeram alguns erros considerados normais, mas que não estão comprometendo o trabalho dos árbitros e o resultado dos jogos, salvo, o lance em que foi marcado penalidade para o Coruripe e o assistente Tiago Almeida não chamou o árbitro para informar que houve a falta, mas claramente ela aconteceu fora da área.

Portanto, é preciso que o competente presidente da comissão de arbitragem, George Alves Feitoza, reveja alguns conceitos, faça uma avaliação criteriosa, converse com os árbitros para mostrar-lhes onde eles estão errando e onde precisam melhorar, se aperfeiçoar, a fim de que possam realizar um bom trabalho, como ocorreu no ano passado.

Os árbitros alagoanos são bons profissionais, são profissionais dedicados, estão apenas passando por um momento delicado, mas eles estão no mesmo patamar dos árbitros de outros estados; isso é fato e, contra fatos, não há argumentos.

Sobre o blog

Roberto Ventura: Bel. em   Ciências Sociais ( Cientista Político),   Jornalista, Radialista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Marketing, cursou Marketing Político, Ex-Arbitro de Futebol Profissional

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