Politicando

Politicando

Politicando

Rafael Brito e Isnaldo Bulhões devem dividir as bases calheiristas em 2026

Deputados de mandato devem herdar cidades que já elegeram nomes da família Calheiros

11/02/2026 17h05
Rafael Brito e Isnaldo Bulhões devem dividir as bases calheiristas em 2026

Considerada como prioridade dentro do MDB em nível estadual, Rafael Brito e Isnaldo Bulhões receberam de presente as bases eleitorais que outrora já serviram aos Calheiros nas eleições de outubro.

Dessa forma, ao contrário do que se cogitava até o final das eleições municipais, a tradicional família de Murici não vai lançar nenhum nome para a Câmara, dividindo os tradicionais aliados entre os dois atuais parlamentares.

Os dois principais casos que indicam esta divisão vem de dois tradicionais redutos calheiristas: a sua cidade natal e principal base, Murici; e a região norte, composta por São Luís do Quitunde e Matriz do Camaragibe.

Enquanto Murici deve ser entregue a Isnaldo, na região norte a orientação é para que o líder Cícero Cavalcante dedique suas bases a Rafael Brito - embora por lá exista um outro acordo, com Marx Beltrão (ex-aliado que persiste na localidade).

O redirecionamento das bases calheiristas é um processo que já vem acontecendo desde o final de 2024 - ao final das eleições municipais, quando o ex-prefeito de Murici, Olavo Neto, viu seu nome perder força na disputa por uma vaga na Câmara Federal.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos