Politicando
Ronaldo Medeiros e Sílvio Camelo podem tirar licença e promover suplentes
Deputados pretendem ceder vagas à dois suplentes petistas para dar visibilidade
Ambos candidatos à reeleição, Ronaldo Medeiros (PT) e Sílvio Camelo (PV) estudam licenciar-se do mandato durante o período eleitoral, cedendo assim espaços para que os suplentes possam assumir durante a campanha.
A informação, inicialmente publicada pelo jornalista Edivaldo Júnior, foi confirmada pelo 7Segundos com ambos os parlamentares.
A ideia é dar mais visibilidade aos dois suplentes que assumiriam o mandato - no caso, o ex-deputado Judson Cabral e a jornalista Élida Miranda, fazendo inclusive com que eles disputassem a eleição na condição de deputados estaduais.
Atuando de forma harmônica com Medeiros, Sílvio Camelo aceita ausentar-se do mandato, mesmo com dois deputados petistas assumindo as vagas. Camelo já havia feito o mesmo gesto na Câmara de Maceió, quando seu filho também pediu licença para que Charles Hebert (PCdoB) assumisse o cargo.
No entanto, garantiu Medeiros, a movimentação só acontecerá após uma conversa com o governador Paulo Dantas, a quem caberá a palavra final sobre o tema.
Isto porque Sílvio Camelo é o líder do governo na ALE, e Medeiros é o principal defensor do governo Lula na Casa, além de vice-líder governista.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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